Cátedra Edward Saïd:Estudos da Contemporaneidade

Seminários

Local-Anfiteatro Leitão da Cunha - horário 17 horas
Toda última segunda-feira do mês.
 
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PRÓXIMA ATIVIDADE:

A fala errante: deslocamentos e reterritorializações no Livro das Mil e uma Noites

 

O  Livro das Mil e uma Noites remete-nos à Índia e ao sânscrito, língua sagrada dos antigos veda, cujas histórias perambularam pela Pérsia, pela Turquia, e pelo Egito. Livro de muitas viagens, seu reino é habitado por príncipes melancólicos que caminham solitários pelas noites de Bagdá, começaram lentamente a penetrar o imaginário europeu a partir do final do século XVII e contribuíram, em larga medida, para transformar o livro no mito fundador da invenção do Oriente pelo Ocidente.
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Serviço:
Cátedra Edward Saïd - Ciclo Migrações: ontem e hoje
Conferência: De Oduduwa a Alan Kurdi: a dimensão histórica e cultural das migrações no Oriente Médio
Data e horário: 25 de novembro, às 17h
Local: Anfiteatro Leitão da Cunha
End.: Rua Botucatu, 740 - Vila Clementino - São Paulo/SP
Inscrição: index.php?page=INS&acao=2&code=17172  .

A proposta do ciclo é gerar um espaço permanente de pensamento sobre os desafios colocados à coexistência e à hospitalidade no mundo contemporâneo.
        
A produção das diferenças em meio à construção e solidificação de relações de poder e dominação faz com que o pensamento de Edward Said apresente-se como um repertório de sugestões teóricas e políticas para pensarmos as múltiplas formas de agressões que atualizam os sentidos do racismo e de outras manifestações da violência no Brasil atualmente. A combinação entre dispositivos atuais de essencialização do Outro (um dos procedimentos sócio-cognitivos que embasam a polarização), somada a uma crise de referências simbólicas e a uma forte crise das mediações institucionais, perfaz um cenário social preocupante nesse inicio de século.
        
Se a ideia de humanismo proposto por Said assenta-se na noção de cosmopolitismo, como um humanismo que é, simultaneamente, “preso-ao-texto-e-linguagem” e sintonizado com as “vozes emergentes do presente, muitas delas exiladas, extraterritoriais e desabrigadas”, cabe interrogar o potencial que essas vozes possuem para nos remeter ao estranhamento, que forçosamente nos obriga a escaparmos dos clichês e de sermos capazes de “desemaranhar o habitual do não habitual e o ordinário do extraordinário”, como diria o autor.
        
A intenção de explorar possíveis trilhas que escapem aos clichês e ao reducionismo cognitivo é a contribuição que esse ciclo pretende trazer, na medida em que o intelectual não é “nem um pacificador nem um criador de consensos, mas alguém que empenha todo o seu ser no senso crítico na recusa em aceitar fórmulas fáceis ou clichês prontos, ou confirmações afáveis, sempre tão conciliadoras sobre o que os poderosos ou os convencionais têm a dizer e sobre o que fazem.” (Edward Said, Representações do Intelectual).Cabe, por fim, ressaltar que ainda que consideremos o autor palestino em suas problemáticas centrais e nas especificidades teóricas que engendra, seu pensamento será tomado como ponto de irradiação de questões e ponto de condensação de grandes problemas.
 
Em 2016, o ciclo de palestras teve como tema “O Estranho e o estrangeiro” e contou com a seguinte programação:
Profa. Olgária Matos - “Derrida e o monoliguismo: da razão pura à razão marrana” (28 de março)
Prof. Mamede Jarouche - “Memórias de Hanna Diab, o ‘autor’ de Aladim e Ali Babá” (25 de abril)
Prof. Gabriel Cohn – “Um mundo, nenhum mundo, muitos mundos: identidade, exílio, busca” (30 de maio)
Profa. Élide Rugai Bastos – “O não europeísmo da sociedade ibérica” (27 de junho)
Prof. Jamil Iskandar - "Gibran Khalil Gibran e o Nacionalismo Árabe" (29 de agosto)
Prof. Jorge Coli – “Autoritarismo da Modernidade” (10 de outubro)
Prof. Ismail Xavier - "Ecos subterrâneos: versões do mal-estar contemporâneo no cinema latino-americano, de Lucrécia Martel a Kleber Mendonça" (7 de novembro)
 
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Apresentação de qanoun e violino com os músicos Cláudio Kairouz e Yousef Brini (Tunísia) na cerimônia
inaugural do ciclo de palestras da Cátedra Edward Said em 2016.

 
O ciclo 2017 teve como tema “O Oriente: identidades e idealizações”, e contou com a seguinte programação:
Prof. Maurício Marsola - "O Si mesmo e o Outro: transformações filosóficas da figura do estrangeiro no mundo grego antigo" (27 de março)
Prof. Andrea Piccini - "Arquitetura do Oriente Médio ao Ocidente: do Mediterrâneo a Florença" (24 de abril)
Prof. Geraldo Adriano Campos - "O tempo da espera: o exílio no cinema palestino contemporâneo" (29 de maio)
Prof. Massimo Canevacci - "Edward Said e o estilo tardio: etnografia explorativa de narrativas inéditas” (28 de agosto)
Prof. Eduardo Kickhofel - "Medicina Árabe e Artes no Renascimento italiano" (25 de setembro)
Prof. Giacomo Marramao – “Passagem ao Ocidente” (30 de outubro).
Profa. Soraya Smaili - "A Era de Ouro da Ciência" (27 de novembro).

As palestras dos ciclos de 2016 e 2017 serão publicadas em um livro a ser lançado no final de 2018.

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